Turismo de negócios: como o bleisure está mudando a viagem corporativa
Viagem a trabalho deixou de significar só reunião, hotel e voo de volta no mesmo dia. Cada vez mais gente está esticando a viagem corporativa alguns dias pra conhecer o destino — e isso já tem nome, dado e mercado próprio: bleisure (mistura de "business" com "leisure").
Não é exagero — os números confirmam a tendência
Segundo o GBTA Business Travel Index 2025, 68% dos viajantes corporativos estendem pelo menos uma viagem por ano além do compromisso de trabalho. Um levantamento da Navan em parceria com a Skift mostrou que 55% dos viajantes de negócios fizeram pelo menos duas viagens combinadas (trabalho + lazer) em 2024, e mais da metade explorou a região no tempo livre. A rede Marriott registrou aumento de 20% na duração média das estadias corporativas em 2023 comparado a 2019 — sinal de que a extensão de dias virou hábito, não exceção.
Quanto tempo e quanto se gasta
A maioria das viagens bleisure (70%) dura de 2 a 3 noites a mais que o compromisso original. O viajante bleisure gasta em média US$ 1.566 por viagem — mais que o turista de lazer comum, porque parte da estrutura (passagem, e às vezes hotel) já está coberta pela empresa, sobrando orçamento pra experiência no destino.
Onde isso mais acontece
Segundo dados da Navan de 2023, os destinos que mais concentram viagens bleisure são Nova York, São Francisco e Londres. Levantamentos mais recentes de 2026 também colocam Singapura, Las Vegas e Dubai nessa lista — não por acaso, cidades que também concentram grandes feiras e conferências internacionais (67% das viagens bleisure, segundo a Navan, são motivadas por participação em conferências).
Isso conecta direto com o calendário de feiras internacionais que a GlobiaTravel mantém — a mesma viagem que leva você numa feira de negócios pode virar a oportunidade de conhecer a cidade por alguns dias a mais.
Por que isso vale a pena — pra empresa e pra funcionário
- Custo menor pro funcionário: a passagem (o item mais caro da viagem) já está coberta pela empresa
- Menos estresse, mais produtividade: colaboradores relatam menor nível de estresse e maior satisfação quando conseguem equilibrar a viagem com lazer
- Retenção de talento: cada vez mais empresas tratam a política de bleisure como benefício competitivo, não como falha de controle de despesas
- Melhor uso do deslocamento: já que a pessoa vai até lá mesmo, estender a estadia custa uma fração do que seria uma viagem de lazer à parte
Como planejar bem uma viagem bleisure
- Confirme a política da empresa antes — a maioria das empresas com política de bleisure exige separar claramente as despesas de trabalho das pessoais
- Estenda a estadia no mesmo hotel quando possível — a maior parte dos viajantes bleisure faz isso, e costuma haver diária corporativa mais barata pros dias extras
- Aproveite o calendário de feiras pra já escolher destinos que combinam compromisso profissional com boa experiência de lazer
- Avise o RH/gestor com antecedência — a maioria dos atritos em política de bleisure vem de falta de alinhamento prévio, não da extensão em si
Turismo de negócios não é mais um "extra" incomum — é uma tendência de mercado com dado consistente por trás. Se sua empresa ainda trata isso como exceção, talvez seja hora de repensar.
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